December 4th, 2011

Queria tanto que você entendesse que o meu NÃO as vezes quer dizer um SIM. E eu sei que não sou fácil, eu sei que sou confuso, contraditório, um convite ao erro, mas acredite em mim quando falo com a força do meu olhar, quando olho pra ti e perco a fala, e você me pergunta : “no que você esta pensando?” E eu desconverso com o primeiro assunto que vem a mente. Sabe… Eu tenho pensado em tanta coisa ultimamente, coisas que eu preferia não pensar, e as vezes eu acho que penso demais, mas se eu não pensasse agora, o que me restaria? O sentir? Porque se fosse apenas o sentir, eu estaria perdido! Afinal eu tenho sentido tantas coisas aqui dentro, coisas que não param de crescer e que ora me levam até você, e ora me afastam. Sinto-me como uma onda que vai e vem sem parar e tudo o que eu queria hoje era poder ir e ficar, bem ali, no meio dos teus braços, olhando bem de perto o que a cada dia me parece mais distante.  Mas quem de nós dois poderia imaginar que dentre tantas adversidades, seriam justamente as nossas semelhanças que iriam nos distanciar? Carência, orgulho, medo e um pouco mais de orgulho que ninguém assume e nem nega, porque ninguém ousa falar sobre o assunto.  Olha… Eu posso até deixar você sair de minha vida hoje, mas eu continuarei  com aquela velha impressão de que você poderia ser um pouco mais do que uma mera lembrança. Mas eu não posso lhe dizer o que fazer. Vá, vá e não olhe para trás, não olhe para o passado novamente, não cometa o mesmo erro duas vezes. Eu posso lutar contra a distância, o medo e a inveja alheia, mas não posso lutar contra um passado presente. Eu ficarei aqui, nesse vai e vem que tantos se afogam, nesse vai e vem que as vezes vai e não volta mais.

Queria tanto que você entendesse que o meu NÃO as vezes quer dizer um SIM. E eu sei que não sou fácil, eu sei que sou confuso, contraditório, um convite ao erro, mas acredite em mim quando falo com a força do meu olhar, quando olho pra ti e perco a fala, e você me pergunta : “no que você esta pensando?” E eu desconverso com o primeiro assunto que vem a mente. Sabe… Eu tenho pensado em tanta coisa ultimamente, coisas que eu preferia não pensar, e as vezes eu acho que penso demais, mas se eu não pensasse agora, o que me restaria? O sentir? Porque se fosse apenas o sentir, eu estaria perdido! Afinal eu tenho sentido tantas coisas aqui dentro, coisas que não param de crescer e que ora me levam até você, e ora me afastam. Sinto-me como uma onda que vai e vem sem parar e tudo o que eu queria hoje era poder ir e ficar, bem ali, no meio dos teus braços, olhando bem de perto o que a cada dia me parece mais distante.  Mas quem de nós dois poderia imaginar que dentre tantas adversidades, seriam justamente as nossas semelhanças que iriam nos distanciar? Carência, orgulho, medo e um pouco mais de orgulho que ninguém assume e nem nega, porque ninguém ousa falar sobre o assunto.  Olha… Eu posso até deixar você sair de minha vida hoje, mas eu continuarei  com aquela velha impressão de que você poderia ser um pouco mais do que uma mera lembrança. Mas eu não posso lhe dizer o que fazer. Vá, vá e não olhe para trás, não olhe para o passado novamente, não cometa o mesmo erro duas vezes. Eu posso lutar contra a distância, o medo e a inveja alheia, mas não posso lutar contra um passado presente. Eu ficarei aqui, nesse vai e vem que tantos se afogam, nesse vai e vem que as vezes vai e não volta mais.

E se você soubesse, se você ao menos suspeitasse o que eu seria capaz de fazer por você… Você não chamaria de problema o que aos meus olhos se resume a obstáculo. Eu sei que não é fácil, sei também que existe muito medo que precede essas  ligações, mas acredite em nós, pois quando o telefone toca e eu finalmente ouço tua voz é como se todo o medo desaparecesse e tudo passasse a fazer sentido novamente. Olha… Eu sei que pode parecer bobo o que eu vou dizer, mas existe algo em sua voz que eu não sei explicar e que me faz querer te ouvir cada dia mais, algo que me acalma e que me faz sorrir feito criança. Então, por favor, não desliga agora não, não precisa nem falar nada, apenas esteja ai do outro lado e me deixa ouvir a sua respiração ofegante por mais alguns minutos, apenas o tempo de eu pegar no sono e sonhar com você.

E se você soubesse, se você ao menos suspeitasse o que eu seria capaz de fazer por você… Você não chamaria de problema o que aos meus olhos se resume a obstáculo. Eu sei que não é fácil, sei também que existe muito medo que precede essas  ligações, mas acredite em nós, pois quando o telefone toca e eu finalmente ouço tua voz é como se todo o medo desaparecesse e tudo passasse a fazer sentido novamente. Olha… Eu sei que pode parecer bobo o que eu vou dizer, mas existe algo em sua voz que eu não sei explicar e que me faz querer te ouvir cada dia mais, algo que me acalma e que me faz sorrir feito criança. Então, por favor, não desliga agora não, não precisa nem falar nada, apenas esteja ai do outro lado e me deixa ouvir a sua respiração ofegante por mais alguns minutos, apenas o tempo de eu pegar no sono e sonhar com você.

July 12th, 2011
 Eu não sei, eu realmente não sei porque a gente complica tanto o que deveria ser simples. Às vezes tenho a impressão que eu peguei um desses manuais de como estragar tudo e o li em algum momento de minha vida. Como se o meu subconsciente seguisse categoricamente cada passo, cada ensinamento.  A verdade é que eu não sou muito bom em lidar comigo mesmo, eu sou desajeitado e tropeço em meus próprios pensamentos e por vezes piso em sentimentos que eu nem sabia que estavam ali.  De qualquer forma, prefiro lidar com essa minha inabilidade do que arriscar ficar aos cuidados da negligência dos outros.  Claro que vez ou outra eu terei que abrir mão desse meu exclusivismo e deixar que outras pessoa além de mim me decepcionem. Afinal de contas, de que outra forma eu conseguirei abrir espaço para o novo, se não for arriscando de vez em quando um pouco dos meus sentimentos para os terrenos além de mim?  Eu preciso mesmo é esquecer as fórmulas, atear fogo nos manuais,  e me permitir renascer das cinzas. Eu preciso romper com as barreiras visíveis e invisíveis que se sobrepõem no meu caminho. Eu preciso de tanta, tanta, tanta coisa… Mas o essencial eu sei que tenho bem aqui comigo, aqui, onde ninguém pode tirar, onde o amor não é banalizado, onde o pra sempre ainda existe. Aqui, onde o sangue corre e pulsa em esperança, onde a perspectiva do amanhã me faz sorrir e as lágrimas do meu passado se evaporam, transformando-se em chuva, a chuva que limpa e toca a minha alma.

 Eu não sei, eu realmente não sei porque a gente complica tanto o que deveria ser simples. Às vezes tenho a impressão que eu peguei um desses manuais de como estragar tudo e o li em algum momento de minha vida. Como se o meu subconsciente seguisse categoricamente cada passo, cada ensinamento.  A verdade é que eu não sou muito bom em lidar comigo mesmo, eu sou desajeitado e tropeço em meus próprios pensamentos e por vezes piso em sentimentos que eu nem sabia que estavam ali.  De qualquer forma, prefiro lidar com essa minha inabilidade do que arriscar ficar aos cuidados da negligência dos outros.  Claro que vez ou outra eu terei que abrir mão desse meu exclusivismo e deixar que outras pessoa além de mim me decepcionem. Afinal de contas, de que outra forma eu conseguirei abrir espaço para o novo, se não for arriscando de vez em quando um pouco dos meus sentimentos para os terrenos além de mim?  Eu preciso mesmo é esquecer as fórmulas, atear fogo nos manuais,  e me permitir renascer das cinzas. Eu preciso romper com as barreiras visíveis e invisíveis que se sobrepõem no meu caminho. Eu preciso de tanta, tanta, tanta coisa… Mas o essencial eu sei que tenho bem aqui comigo, aqui, onde ninguém pode tirar, onde o amor não é banalizado, onde o pra sempre ainda existe. Aqui, onde o sangue corre e pulsa em esperança, onde a perspectiva do amanhã me faz sorrir e as lágrimas do meu passado se evaporam, transformando-se em chuva, a chuva que limpa e toca a minha alma.

A ti flor dos campos longínquosFonte de inspirações que não secamAtribuo os meus melhores versosEm uma oração ao pé do ouvidoOuças o meu clamor de gratidãoE ao final não digas nada…Apenas olhe em meus olhosPara que eu leia de forma plenaOs sentimentos que nunca morreram.
Golpe de sorte, dor que não cessa.Reside em ti o terreno fértilCapaz de fazer crescer os sonhosQue eu em minhas desilusões somadas.Descrente de tudo e de todosPassei a sonegar os sentimentosQue insistiam em viver somente em ti.
Irreversíveis são os espaços abertosNos corações que somente sabem esperarA lástima do subtendido e das meias palavrasÉ a ausência que se cria de certezas.
A ti flor despida de espinhosEu temo causar o sofrimento Que tu em sua infinita bondadeSeria incapaz de produzirE se me mantenho distante é para apreciá-laDe tal forma que não note que és observadaDa forma cruel que te faz sentir esquecidaLonge da idéia de ser especial para alguém.Oh flor não chores,O tempo todo, cada gesto, cada sorriso.Nada passou despercebido,Pois nem mesmo os meus piores inimigosTraíram-me tanto quanto os meus sentimentosAceito a queda da razão frente à emoçãoE despeço-me do que um dia eu fui.
Pois tudo o que eu preciso hojeÉ não mais temer te fazer feliz!

Texto dedicado pra florzinha, @claradaschund.

A ti flor dos campos longínquos
Fonte de inspirações que não secam
Atribuo os meus melhores versos
Em uma oração ao pé do ouvido
Ouças o meu clamor de gratidão
E ao final não digas nada…
Apenas olhe em meus olhos
Para que eu leia de forma plena
Os sentimentos que nunca morreram.


Golpe de sorte, dor que não cessa.
Reside em ti o terreno fértil
Capaz de fazer crescer os sonhos
Que eu em minhas desilusões somadas.
Descrente de tudo e de todos
Passei a sonegar os sentimentos
Que insistiam em viver somente em ti.


Irreversíveis são os espaços abertos
Nos corações que somente sabem esperar
A lástima do subtendido e das meias palavras
É a ausência que se cria de certezas.


A ti flor despida de espinhos
Eu temo causar o sofrimento 
Que tu em sua infinita bondade
Seria incapaz de produzir
E se me mantenho distante é para apreciá-la
De tal forma que não note que és observada
Da forma cruel que te faz sentir esquecida
Longe da idéia de ser especial para alguém.

Oh flor não chores,
O tempo todo, cada gesto, cada sorriso.
Nada passou despercebido,
Pois nem mesmo os meus piores inimigos
Traíram-me tanto quanto os meus sentimentos
Aceito a queda da razão frente à emoção
E despeço-me do que um dia eu fui.


Pois tudo o que eu preciso hoje
É não mais temer te fazer feliz!

Texto dedicado pra florzinha, @claradaschund.

June 27th, 2011
 Eu deveria estar dormindo agora, do seu lado, abraçadinho, sentindo seu cheiro e ouvindo o leve som da sua respiração da mesma forma como fizemos ontem. Eu bem que tentei fazer isso, mas não consegui, pelo contrário, aqui estou, pensando, vendo você dormir, sem saber o que faço com este medo que tenho de não mais te ver dormir pertinho de mim quando seus olhos se abrirem. Daqui à poucas horas o sol surgirá e eu não sei ao certo se devo te acordar com um beijo no rosto, um bom dia sorridente, um café da manhã ou mesmo se devo deitar e fingir estar dormindo só para descobrir de que forma tu me acordaria. Mas eu tenho medo, sabe? Eu tenho medo que você queira partir, eu tenho medo que você já queira ir, e finja não querer. Ai… Como eu queria poder te acordar agora, nesse exato instante, só pra dizer “te quero aqui comigo pra sempre”, só para explicar o quanto eu acredito nesse eu e você que já é um “nós”. Eu sei que posso estar sendo um pouco exagerado nas palavras, mas se faço dessa forma é porque eu quero estar perto para poder acompanhar as suas reações e ler as suas expressões faciais, porque depois… Depois você não estará tão perto e haverá um monitor de computador entre nós, aonde eu poderei ler apenas as suas palavras, da mesma forma como era a algumas semanas quando nos falamos pela primeira vez.  Eu tenho tentado não pensar, sabe? Não planejar tanto essas coisas que a gente deveria apenas sentir, mas eu tenho um jeito de sentir que amedronta as pessoas, porque é de um jeito sincero, pleno, puro. E eu descobri , que o problema não é o que eu sinto, mas sim o que eu não consigo esconder. Por que se eu não fosse tão transparente com os meus sentimentos, tu não veria em mim tanta fragilidade. Você veria em mim apenas aquilo que todos vem, mas eu confiei em ti o meu verdadeiro Eu:  imperfeito e de uma sinceridade suicída. E antes de seguirmos, você precisa saber, você precisa estar ciente que embora eu pareça frágil, eu sou forte. Forte o bastante para correr o risco, forte o bastante para recompor os pedaços caso tudo se quebre, forte o bastante para recomeçar do zero. Acredite em mim quando digo que sou forte, porque é preciso ser forte para dizer o que pensa, agir de acordo com o que se sente e ser aquilo que se é. 
Olha… Eu só quero que fique sabendo que enquanto você dormia eu sonhei acordado, eu sonhei olhando pra ti um sonho bom onde a felicidade morava em um sorriso teu. Um sonho besta, onde o tempo parava e a gente vivia este agora para sempre. E é exatamente isso que eu vou fazer, eu vou me ajeitar do seu ladinho e viver este agora que é tudo o que tenho, talvez quando você acordar eu já estarei dormindo de verdade. E algo me diz, que eu saberei da forma como serei acordado, se devo ou não mostrar este texto que escrevi pra você enquanto você dormia.
Domingo, 26 de junho de 2011.
(L)

 Eu deveria estar dormindo agora, do seu lado, abraçadinho, sentindo seu cheiro e ouvindo o leve som da sua respiração da mesma forma como fizemos ontem. Eu bem que tentei fazer isso, mas não consegui, pelo contrário, aqui estou, pensando, vendo você dormir, sem saber o que faço com este medo que tenho de não mais te ver dormir pertinho de mim quando seus olhos se abrirem. Daqui à poucas horas o sol surgirá e eu não sei ao certo se devo te acordar com um beijo no rosto, um bom dia sorridente, um café da manhã ou mesmo se devo deitar e fingir estar dormindo só para descobrir de que forma tu me acordaria. Mas eu tenho medo, sabe? Eu tenho medo que você queira partir, eu tenho medo que você já queira ir, e finja não querer. Ai… Como eu queria poder te acordar agora, nesse exato instante, só pra dizer “te quero aqui comigo pra sempre”, só para explicar o quanto eu acredito nesse eu e você que já é um “nós”. Eu sei que posso estar sendo um pouco exagerado nas palavras, mas se faço dessa forma é porque eu quero estar perto para poder acompanhar as suas reações e ler as suas expressões faciais, porque depois… Depois você não estará tão perto e haverá um monitor de computador entre nós, aonde eu poderei ler apenas as suas palavras, da mesma forma como era a algumas semanas quando nos falamos pela primeira vez.  Eu tenho tentado não pensar, sabe? Não planejar tanto essas coisas que a gente deveria apenas sentir, mas eu tenho um jeito de sentir que amedronta as pessoas, porque é de um jeito sincero, pleno, puro. E eu descobri , que o problema não é o que eu sinto, mas sim o que eu não consigo esconder. Por que se eu não fosse tão transparente com os meus sentimentos, tu não veria em mim tanta fragilidade. Você veria em mim apenas aquilo que todos vem, mas eu confiei em ti o meu verdadeiro Eu:  imperfeito e de uma sinceridade suicída. E antes de seguirmos, você precisa saber, você precisa estar ciente que embora eu pareça frágil, eu sou forte. Forte o bastante para correr o risco, forte o bastante para recompor os pedaços caso tudo se quebre, forte o bastante para recomeçar do zero. Acredite em mim quando digo que sou forte, porque é preciso ser forte para dizer o que pensa, agir de acordo com o que se sente e ser aquilo que se é.

Olha… Eu só quero que fique sabendo que enquanto você dormia eu sonhei acordado, eu sonhei olhando pra ti um sonho bom onde a felicidade morava em um sorriso teu. Um sonho besta, onde o tempo parava e a gente vivia este agora para sempre. E é exatamente isso que eu vou fazer, eu vou me ajeitar do seu ladinho e viver este agora que é tudo o que tenho, talvez quando você acordar eu já estarei dormindo de verdade. E algo me diz, que eu saberei da forma como serei acordado, se devo ou não mostrar este texto que escrevi pra você enquanto você dormia.

Domingo, 26 de junho de 2011.

(L)